O presidente Jair Bolsonaro
disse nesta quinta-feira (22) que vai ouvir a opinião do ministro da Economia,
Paulo Guedes, sobre a criação de um imposto sobre transações financeiras,
parecido com a antiga Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira
(CPMF), criada no governo de Fernando Henrique Cardoso, e depois extinta. O
novo imposto seria incluído na proposta de reforma tributária que o governo
encaminhará em breve ao Congresso Nacional.
“Vou ouvir a opinião dele
[Guedes]. Se desburocratizar muita coisa, diminuir esse cipoal de impostos,
essa burocracia enorme”, disse o presidente ao deixar o Palácio da Alvorada, na
manhã de hoje. Em declarações anteriores, Bolsonaro havia dito que não
pretendia recriar a tributação. “Eu estou disposto a conversar, não pretendo,
falei que não pretendo recriar a CPMF. O que ele [Guedes] complementou? A
sociedade que tome decisão a esse respeito”, disse hoje.
Ontem (22), Guedes disse que
caberá aos parlamentares decidir pela volta do tributo e explicou que, para que
isso ocorra, haverá redução na tributação sobre a folha de pagamentos para
estimular o emprego formal.
Bolsonaro também não descarta
incluir a Petrobras no pacote de privatização do governo e disse que, quando a
proposta for apresentada, vai estudar a possibilidade. “Vou ouvir a proposta
que vai ser apresentada para mim. Quando chegar para mim, daí eu falo”, disse.
“Tudo o governo estuda, estuda privatizar tudo. Vai ter que analisar
custo-benefício, o que é bom para o Brasil ou não”, completou.
O presidente afirmou ainda que
conversou com representantes da Petrobras sobre o preço dos combustíveis pago
pelos consumidores. “Tem cartel, não tem, o que está acontecendo? Eu quero
saber por que diminui o preço na refinaria, que está diminuindo, e na ponta, na
bomba, não diminui. O que a gente tem que fazer para esse preço chegar na
ponta?”, questionou. (Agência Brasil)

