Estudantes
brasileiros já podem usar o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
como forma de ingresso em 18 instituições de ensino superior de Portugal. O
convênio mais recente foi firmado nesta semana pelo Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) com a Universidade do
Minho. A parceria com o país, iniciada em 2014, também inclui universidades
como as de Lisboa, Coimbra e do Porto.
As notas mínimas
exigidas no exame variam de 500 a 600, com regras estabelecidas por cada
instituição. Medicina é o único curso que, por uma lei local, só admite alunos
por meio de provas específicas. As graduações em Portugal costumam ter duração
de 3 a 5 anos e podem ser integradas a cursos de pós-graduação.
A má notícia para os brasileiros é que nem mesmo as universidades públicas são
gratuitas em Portugal. Estrangeiros precisam desembolsar uma taxa anual de até
7 mil euros (cerca de R$ 24 mil), além de taxas de seleção e matrícula. Há, no
entanto, opções mais em conta e a possibilidade de concorrer a bolsas de estudo
parciais para aqueles com melhores notas no Enem. Já quem tem cidadania de
qualquer país da União Europeia tem a maior parte do custo subsidiada pelo
governo - a anuidade fica em torno de mil euros (R$ 3,4 mil).
Cada universidade tem um processo de seleção diferente, mas o período
normalmente vai de maio até agosto. O ano letivo começa em setembro, assim como
na maior parte da Europa. Se a intenção é voltar ao Brasil ao final do curso, é
importante consultar o Ministério da Educação (MEC) para conferir se o diploma
poderá ser validado no País.
Ao ser admitido no ensino superior em Portugal, qualquer brasileiro tem direito
a requerer um visto de estudante pelo período de duração do curso. A
autorização, porém, não dá direito a trabalhar formalmente no país. Se o aluno
conseguir uma vaga de emprego em sua área de atuação, poderá solicitar um visto
de trabalho.(Correio)

