O hospital montado com verba pública do Governo do Estado durante a epidemia de dengue de
2009 será FECHADO em Itabuna. A provedoria da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna anunciou
oficialmente o fechamento do Hospital São Lucas, daqui a 6 meses, prazo
negociado com a secretaria de Saúde da Bahia e o Ministério Público Estadual. A
Santa Casa alegou déficit mensal de R$ 300 mil, porque o São Lucas atende
apenas pacientes do SUS. O custo mensal do hospital é de cerca de R$ 1 milhão e
o SUS repassa apenas R$ 870 mil. Os seis meses são necessários para montar uma
alternativa. Ela
é a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Monte Cristo, que vai absorver parte
da demanda do São Lucas. Já a urgência será desviada para o Hospital de Base. O
São Lucas prestou 26.612 atendimentos no Pronto-Socorro, 2.618 internamentos e
1.729 consultas ambulatoriais em 2016. O
hospital, fechado por vários anos, foi reaberto em 14 de março de 2009 para
atender, exclusivamente, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com serviços
ambulatoriais, sala de observação, de emergência e internamento. A reforma e
reequipagem custou R$ 3,6 milhões.
Equipado
Na
época, o Secretário de Saúde da Bahia, Jorge Solla, veio pessoalmente abrir o
hospital, que incluia 21 leitos para internamento e toda a infra-estrutura
hospitalar necessária, como lavanderia, higienização, farmácia e nutrição
funcionando no próprio São Lucas. Sob
a direção do médico Fabrício Matos, foi montado ainda um laboratório de
análises clínicas e uma ala de hidratação para suprir pacientes em observação.
O atendimento focou nos adultos com suspeita de dengue clássica ou hemorrágica
e do SUS. A
crise no São Lucas não é nova, nem o conflito com o SUS. Em 2014, o então
provedor da Santa Casa, Eric Ettinger, declarou que estudava a possibilidade de
acabar com o atendimento aos pacientes do SUS no hospital. Isso
porque o estado repassava R$ 5 milhões mensais, independente da produção.
Quando a gestão plena voltou para a prefeitura, ela decidiu pagar por
produtividade, o que reduziu o repasse para R$ 2 milhões. Ettinger já tinha
fechado o Pronto Socorro do hospital Calixto Midlej Filho. ( A Região)

