“Como o pagamento vai ser
feito à vista, deve-se negociar para obter desconto razoável no saldo devedor.
Afinal de contas, a quitação da obrigação é também do interesse do credor. Caso
não tenha dívidas, deve-se procurar antecipar pagamentos de cursos ou outras
atividades com débito programado para os próximos meses, desde que sejam
concedidos descontos atrativos”, explica Teixeira.
O especialista em gestão ressalta que com dinheiro na mão é possível
negociar para abater a dívida ou trocá-la por outra com juros mais baixos.
“Liste tudo o que você deve em cartões de crédito, cheque especial, carnês,
boletos, empréstimos e financiamentos. Procure negociar diretamente com as
instituições credoras. Vale a pena pesquisar antes no mercado as condições
oferecidas e escolher a mais vantajosa”, destaca o professor da FGV.
Caso não tenha dívidas a saldar, nem antecipações que valham a pena fazer,
o professor da FGV aconselha o trabalhador a criar uma reserva (com liquidez)
para emergências. “Já tendo essa reserva, deve-se pensar em investir o dinheiro
sacado, sempre respeitando o perfil de aversão ao risco de cada um. Se a pessoa
já tiver investimentos, então pode-se pensar em consumir, mas lembrando que
esse saque é uma antecipação da indenização por demissão sem justa causa ou por
aposentadoria”, diz Teixeira.
Teixeira lembra que autorizados saques anuais do FGTS, o governo federal
deve analisar qual será o reflexo em programas de construção habitacional e de
infraestrutura, que usam recursos do fundo.
Com a liberação pelo governo federal do FGTS em contas inativas e ativas, o
modelo tradicional de saques permanecerá. Cada trabalhador terá a liberdade de
escolher se quer deixar o dinheiro parado no FGTS ou sacá-lo uma vez por ano, a
partir do mês de aniversário. No caso do saque anual, o valor é limitado a R$
500.
O governo federal estima que a liberação dos saques do FGTS (e do
PIS/Pasep) vão injetar até R$ 42 bilhões na economia até o fim de 2020. Desse
total, R$ 28 bilhões do FGTS e R$ 2 bilhões do PIS/Pasep serão liberados este
ano. Os R$ 12 bilhões restantes, ano que vem. LEIA MAIS


