A vendedora Patrícia Mascarenhas, 32 anos, tenta resolver
na Justiça problemas decorrentes da separação de um casamento de 13 anos. O
processo dela tramita no fórum de Conceição da Feira (a 127 km de Salvador),
onde ela mora desde que nasceu.No entanto, a partir de setembro deste ano, ela
não poderá resolver a situação na cidade onde mora. Terá que se deslocar para
São Gonçalo dos Campos, a 14 km de distância, toda vez que precisar dar
andamento ao caso e comparecer às audiências. O problema é que a comarca de
Conceição da Feira foi desativada por decisão dos desembargadores do Tribunal
de Justiça da Bahia (TJ-BA).A determinação dos magistrados envolve, ainda,
outras 32 comarcas, e o fechamento delas se transformou numa batalha judicial.
A seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) entrou com uma
ação na Justiça Federal, no último 20 de junho, onde pede que o ato seja
anulado.Para a OAB-BA, a resolução aprovada pelos desembargadores no último dia
5 representa um "encolhimento" da presença do Judiciário no estado e
prejudica o acesso da população à Justiça, sobretudo a mais carente. LEIA MAIS

