O jornalista Jorge Bastos Moreno, colunista do Globo,
morreu à 1h desta quarta-feira, no Rio, aos 63 anos, de edema agudo de pulmão
decorrente de complicações cardiovasculares. Um dos mais respeitados repórteres
políticos do Brasil, Moreno nasceu em Cuiabá e viveu em Brasília desde a década
de 1970. Há 10 anos morava no Rio. O velório será no Cemitério São João Batisa,
a partir das 13h.
Com mais de 40 anos
de carreira, Moreno era dono de uma invejável agenda de fontes, que inclui os
principais políticos e os grandes nomes do mundo artístico do país.
Trabalhou no jornal
O Globo por cerca de 35 anos, onde chegou a dirigir a sucursal de Brasília. Seu
primeiro grande furo de reportagem foi no "Jornal de Brasília": a
nomeação do general João Figueiredo como sucessor do general Ernesto Geisel.
Foi apenas o primeiro de grandes furos, conseguidos graças à sua imensa
capacidade de conquistar fontes. Sua importância era tamanha que, nos
corredores do Congresso, enquanto repórteres costumavam chamar "Senador,
Senador" ou "Deputado, Deputado", em busca de uma informação,
com Moreno era o contrário: ao entrar no Congresso, eram os políticos que o
chamavam, "Moreno, Moreno". (O Globo)

