A profissão de
baiana de acarajé deverá ser inserida na lista de Classificação Brasileira de
Ocupações (CBO), documento que reconhece, nomeia, codifica e descreve as
ocupações do mercado de trabalho brasileiro. O termo para viabilizar esta
inclusão será assinado nesta sexta-feira (16), na sede da Superintendência
Regional do Trabalho no Estado da Bahia (SRTE), no Caminho das Árvores.
A iniciativa
contou com o apoio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres Infância
e Juventude (SPMJ), que promoveu reuniões com o Ministério do Trabalho para
reivindicar que a solicitação das baianas fosse atendida. Taissa Gama, titular
da SPMJ, comemorou a conquista. “Agora elas vão poder dizer qual é a verdadeira
profissão que exercem. Essa não é apenas uma conquista das baianas, mas de
Salvador e da Bahia”, afirmou.
De acordo com a
Associação das Baianas de Acarajé, Mingau e Receptivo da Bahia (Abam), em
Salvador, a oficialização da profissão vai beneficiar cerca de 3.500 baianas de
acarajé. “É uma reivindicação que já vinha fazendo desde 2009, depois que eu
não pude me cadastrar como baiana de acarajé ao fazer o meu passaporte. Queriam
que eu me cadastrasse como cozinheira, mas eu não sou, sou baiana de acarajé. A
SPMJ foi quem nos ajudou a alcançar essa conquista”, pontuou Rita Santos,
presidente da Abam. (Metro1)

