O doleiro Lúcio Funaro ainda está negociando sua delação
premiada, mas já citou em depoimento à Polícia Federal, o nome do ex-ministro
Governo Geddel Vieira Lima. Segundo ele, preocupado com sua delação,
Geddel teria telefonado várias vezes para sua mulher busca de informações.
Geddel foi citado
na delação do operador Alexandre Margotto, que atuava em sociedade com Eduardo
Cunha, Funaro e Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal,
como envolvido no esquema que cobrava propina para ajudar empresários a obter
financiamentos do banco e aportes do FI-FGTS, braço de infraestrutura do Fundo
de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Geddel está com
medo de ser preso e por isso entregou o passaporte e se colocou à disposição da
Justiça. O político colocou à disposição do Supremo Tribunal Federal (STF) seus
sigilos bancário e fiscal, e afirma que abre mão de realizar movimentações
bancárias maiores do que R$ 30 mil, avisando a Justiça sobre operações acima
desse valor. A possibilidade de delação premiada de Eduardo Cunha também
preocupa o político baiano. Com informações do Valor Econômico.

