O número de policiais militares mortos no Rio já chega,
desde o início do ano, a 48. Isso significa que a corporação tem perdido, em
média, um homem a cada dois dias. A estatística cresceu ainda mais na terça-feira,
quando dois sargentos e um soldado foram assassinados na Baixada Fluminense. Os
crimes ocorreram nos municípios de Queimados, Japeri e Belford Roxo.
Em Queimados, a vítima, a 48ª em 95 dias, foi um sargento que atuava na Operação
Lei Seca. Anselmo Alves Junior, de 37 anos, estava numa blitz quando três
bandidos furaram o cerco e abriram fogo contra os agentes. Os PMs revidaram e
Anselmo e outro sargento foram atingidos. Ambos foram levados para a UPA de
Queimados, mas Anselmo, que era casado e pai de duas crianças, morreu no local.
O outro policial está internado em estado estável no
Hospital Central da PM. Um dos homens que furou o bloqueio também morreu. Um
outro foi preso e o terceiro conseguiu fugir. O sargento foi enterrado nesta
quarta-feira com honras militares no Cemitério de Xerém. Também foi sepultado nesta quarta-feira, no Jardim da
Saudade, em Sulacap, o soldado Gilberto Guimarães Pereira Corrêa, de 25 anos.
Ele foi baleado na barriga e no queixo, durante uma operação policial, em
Belford Roxo, na última sexta-feira. Ele estava internado em estado grave no
Hospital da Posse, mas não resistiu e morreu na manhã de terça-feira. Ele
estava na corporação há seis anos e estudava para ser professor.
- Não tenho palavras para descrever a pessoa maravilhosa
que ele era. Um filho incrível, um pai maravilhoso. Era muito querido por
todos. No hospital, ligaram tanto que até congestionou o sistema de telefonia
deles. Gilberto só tinha 25 anos, deixou um filho pequeno. E agora, como fica?
- lamentou o pai do soldado, José Antônio Corrêa. No mesmo local, foi sepultado nesta quarta-feira o
sargento Sérgio Cordeiro da Silva, de 47 anos. O agente foi morto durante uma
abordagem a bandidos em Belford Roxo. Ele estava na PM havia 20 anos e deixou
mulher e uma filha. LEIA MAIS

