Apeado do governo federal e com cerca de 350 prefeituras
a menos do que havia conquistado em 2012, o PT projeta um cenário em que até 50
mil pessoas que ocupavam cargos comissionados nas máquinas administradas pelo
partido perderão os postos em 2017, quando a sigla será desalojada de grandes
estruturas como a Prefeitura de SP. O número circula em reuniões internas. Além
do revés político, uma questão prática: as doações dos filiados — agora sem
cargo — devem despencar. Petistas avaliam que a derrocada no Sudeste —
principalmente em São Paulo — era prevista. Lamentam que nem no Nordeste, de
onde o partido esperava tirar forças para se reerguer, o cenário foi positivo.
O PT de São Paulo fará uma série de reuniões de avaliação da campanha à
reeleição de Fernando Haddad. De volta à oposição, o partido planeja apresentar
aos militantes, em novembro, propostas para a atuação na capital paulista.
Movimentos que estiveram à frente do “Fora, Temer’ já tramam atos contrários à
gestão João Doria. A avaliação é que o tucano fará um governo “mais à direita
do que o ex-prefeito Gilberto Kassab”. (RBN)

