A 5º Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que Caio Souza e Fábio Raposo vão a júri popular, por terem atirado o rojão que matou Santiago Andrade, cinegrafista da TV Band, em fevereiro de 2014, portanto, há quase três anos. A data do julgamento não foi definida.
Apesar de a decisão do STJ ter sido positiva, depois de a Justiça do Rio de Janeiro haver considerado que os causadores da morte de Santiagno "não faziam ideia" que poderiam matar pessoas atirando rojões contra elas, os ministros da 5ª Turma retiraram vários agravantes da acusação.
Assassinos estão sujeitos a penas de 12 a 30 anos de reclusão, mas a dupla que matou o cinegrafista que documentava uma manifestação pró-Dilma Rousseff, estará sujeita a punião mais próxima dos 12 anos, na hipótese de o júri acolher integralmente a acusação. Mesmo assim, devem ser beneficiados por manobras que reduzem a punição, além de haver decorrido três anos, por serem "primários" etc. Criminalistas ouvidos pelo Diário do Poder arriscam afirmar que esse será mais um crime impune no Brasil.
O cinegrafista Santiago Andrade cobria uma manifestação na Central do Brasil, quando foi atingido por trás, na cabeça, pelo rojão que Caio Souza e Fábio Raposo atiraram contra jornalistas, durante o protesto. O fato ocorreu em fevereiro de 2014. Desde então, ambos continuam livres. (Diário do Poder)

