A Polícia Militar da Bahia,
que tem 30 mil homens em sua tropa, registrou até ontem 299 casos suspeitos de
PMs infectados pela covid-19 em todo o estado - destes, 96 ainda estão
afastados para confirmação de diagnóstico. Além disso, seis testaram positivos,
entre eles o sargento da reserva Carlos Alberto Nascimento Macedo, 52 anos,
primeiro óbito na corporação causado pela doença.
O sargento morreu na última quarta (15) no
Hospital Santa Izabel. “Foi tudo muito rápido. Ele acreditava que era uma
simples gripe”, disse a mulher do sargento, a professora Janira Francis da
Silva, 59. “Foram cinco dias em casa ligando para o Disque Coronavírus (155),
mas diziam para ele ficar em casa, já que não tinha sintomas graves. Quando ele
começou a ter dificuldade para respirar, levamos ao Santa Izabel. De lá, ele
não saiu mais”, lamentou Janira.
“Diziam que ele poderia ter se tratado em
casa, que a ida dele a um hospital era desnecessária, por causa da
aglomeração”, emendou. Janira está assustada, pois além de lidar com a perda do
marido, teme ter sido infectada. “Meu marido morreu no Santa Izabel e o
hospital só mandou a gente ficar em quarentena. Eu e a minha filha, de 17 anos,
convivíamos com meu marido diariamente e o hospital não fez o teste".
Ao
CORREIO, a assessoria de comunicação do Santa Izabel confirmou que não realizou
o teste nos familiares. Por meio de nota, a unidade de saúde disse que "se
solidariza com o luto dos familiares do referido paciente e esclarece que segue
rigorosamente as recomendações do Ministério da Saúde e da Secretaria da Saúde
do Estado da Bahia".
fonte: Correio 24horas


