A agência espacial americana
(Nasa) disse que 2019 é o pior ano de queimadas na Amazônia brasileira desde
2010. Segundo texto publicado e divulgado em sua conta no Twitter, é
“perceptível o aumento de focos de queimadas grandes, intensas e persistentes ao
longo das principais rodovias no centro da Amazônia do Brasil”.
“Os satélites são
frequentemente os primeiros a detectar os incêndios em regiões remotas da
Amazônia”, disse Douglas Morton, diretor do Laboratório de Ciências Biosféricas
do Goddard Space Flight Center, da Nasa. Segundo os cientistas, a atividade das
queimadas na floresta brasileira “varia consideravelmente de ano para ano e de
mês para mês”, influenciada pelas mudanças econômicas e climáticas.
No entanto, a agência espacial
explica em seu post no blog “Earth Observatory” que “apesar de a seca ter
desempenhado um papel importante na intensificação dos incêndios em outras
ocasiões, o momento e a localização das queimadas detectadas no início da
estação mais seca de 2019 estão mais ligados ao desmatamento do que à seca
regional”.
Considerando a região da
Amazônia brasileira, a Nasa diz que em 2019 as detecções de focos ativos de
queimadas são as maiores em comparação com qualquer ano desde 2010. “O estado
do Amazonas está caminhando para uma atividade recorde de queimadas em 2019”.
Morton ressaltou, ainda, que as estatísticas distribuídas pela Nasa estão
condizentes com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
“O Inpe também usa dados de focos ativos registrados pelos sensores Modis da
Nasa para monitorar a atividade de queimadas na Amazônia brasileira”, disse
ele.
“Como resultado, a Nasa e o
Inpe têm as mesmas estimativas de mudanças nas atividades recentes de
queimadas. As detecções do Modis são mais altas em 2019 do que no mesmo período
de qualquer ano em todos os sete estados que compreendem a Amazônia
brasileira.”

