O presidente Jair Bolsonaro prometeu, em pronunciamento em rede nacional
de rádio e TV, “tolerância zero” com crimes ambientais. O pronunciamento foi
motivado pelas queimadas na Amazônia, que ganharam repercussão internacional,
com protestos e manifestações de líderes mundiais. Bolsonaro também ofereceu
ajuda aos governos estaduais da Amazônia Legal que solicitarem o emprego das
Forças Armadas para conter as queimadas e disse que o govenro “vai atuar fortemente”
para controlar incêndios na Amazônia.
“Somos um governo de tolerância zero com a criminalidade, e na área
ambiental não será diferente. Por essa razão, oferecemos ajuda a todos os
estados da Amazônia Legal. Com relação àqueles que a aceitarem, autorizarei
operação de Garantia da Lei e da Ordem, uma verdadeira GLO ambiental”,
declarou. Segundo o presidente, “o emprego de pessoal e equipamentos das Forças
Armadas, auxiliares e outras agências permitirão não apenas combater as
atividades ilegais como também conter o avanço de queimadas na região”.
Bolsonaro disse que a proteção da Amazônia não depende somente de ações
de fiscalização, mas que é necessário “dinamismo econômico” para proporcionar
oportunidades de desenvolvimento à população da região. O presidente atribuiu
às condições climáticas a ocorrência de queimadas. “Estamos numa estação
tradicionalmente quente, seca e de ventos fortes em que todos os anos,
infelizmente, ocorrem queimadas na região amazônica. Nos anos mais chuvosos, as
queimadas são menos intensas. Em anos mais quentes, como neste, 2019, elas
ocorrem com maior frequência”, afirmou.
Ele também disse que incêndios na Amazônia não justificam eventuais
sanções de outros países. “Incêndios florestais existem em todo o mundo e isso
não pode servir de pretexto para possíveis sanções internacionais. O Brasil
continuará sendo, como foi até hoje, um país amigo de todos e responsável pela
proteção de sua floresta amazônica”, afirmou.

