A análise preliminar de
investigadores da Polícia Federal (PF) indica uma série de contradições no
depoimento do hacker Walter Delgatti Neto, que disse ter invadido as contas do
aplicativo de mensagens Telegram de autoridades. Por isso, a ordem é analisar
detalhadamente todos os pontos do depoimento para tentar fechar as lacunas
dessa investigação. Segundo uma fonte da Polícia Federal, não é possível
descartar nenhuma possibilidade nesta investigação.
E, mesmo com a informação de Delgatti de que agiu sozinho,
uma fonte ressalta que a dimensão do hackeamento – atingindo as principais
autoridades dos três poderes, do Ministério Público Federal, da própria Polícia
Federal, além de jornalistas – pode indicar uma ação maior. Entre pontos
considerados contraditórios, está o fato de Walter Delgatti ter afirmado que
não recebeu dinheiro para hackear os telefones de autoridades. Mas, ao mesmo
tempo, ter dito não saber como obteve recursos para compor suas aplicações
financeiras.
Ao mesmo tempo, admitiu que “realizou operação de câmbio no
Aeroporto de Brasília e do Rio Grande do Norte, tendo em vista a necessidade de
adquirir dólares para um amigo”. Mas, perguntado sobre qual amigo seria esse,
reservou-se ao direito de permanecer em silêncio durante depoimento. “Todas as
possibilidades estão sendo investigadas. Não vamos descartar nada. Agora,
teremos que checar esses primeiros depoimentos e confissões com todo o material
que foi apreendido”, disse ao blog uma fonte da PF. LEIA MAIShttps://g1.globo.com/politica/blog/gerson-camarotti/post/2019/07/27/pf-ve-contradicoes-no-depoimento-de-hacker-que-admitiu-acesso-a-celulares-de-autoridades.ghtml

