Os trabalhadores da educação básica e superior,
pública e privada, das cinco regiões do país vão cruzar os braços nesta
quarta-feira, 15 de maio, contra o corte de verbas para educação e a reforma da
Previdência. O corte foi anunciado no final de abril pelo ministro Abraham
Weintraub (confira abaixo como será a greve em todo o Brasil). Em São Paulo, o
ato será no vão do Masp, na Avenida Paulista, com concentração a partir das
14h. O anúncio do corte de verbas aumentou o apoio à greve nacional da
categoria, convocada no início de abril pela Confederação Nacional dos
Trabalhadores da Educação (CNTE).
“A adesão à greve nacional da educação, que já
era considerável em todo o país, cresceu ainda mais depois que o governo
anunciou o corte de investimentos na área e está atraindo o apoio de pais, mães
e alunos preocupados com os rumos do ensino público no Brasil” , disse o
presidente da CNTE, Heleno Araújo.
Confira como será o dia 15 em na
Bahia:
As redes estadual e municipal de Salvador e do
interior, universidades federais e estaduais, rede privada, técnicos das
universidades, movimento estudantil vão parar suas atividades e participar do
ato às 9 horas, no Campo Grande. Algumas escolas terão aula com toda comunidade
para debater a reforma da Previdência de Bolsonaro. Algumas entidades de
trabalhadores ainda estão articulando mobilizações
Corte compromete universidades e ensino básico Segundo dados levantados
pela Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, o congelamento de
recursos do Ministério da Educação e Cultura (MEC) compromete R$ 2,1 bilhões
nas universidades e R$ 860,4 milhões dos Institutos Federais. Mesmo a educação
básica, apontada como prioridade por Bolsonaro durante a campanha eleitoral,
sofreu um corte de R$ 914 milhões.
“Estes cortes estão prejudicando a merenda e
o transporte escolar das nossas crianças da educação básica, além, claro, de
prejudicar toda educação pública, cortando recursos de manutenção e de
pesquisa” , explicou Heleno Araújo, das CNTE.
Para Ribamar, o projeto deste
governo é atender os interesses do capital, que está representado na esplanada
do ministério com a pasta mais poderosa.

