O Senado deve
encerrar nesta semana os debates sobre a proposta de reforma trabalhista nas
comissões. Depois dessa etapa, o projeto segue para a fase final que é a
votação no plenário da Casa. Segundo o líder do governo no Senado, Romero Jucá
(PMDB-RR), isso deve ocorrer até a primeira semana de julho.
Na semana
passada, após uma reunião tumultuada na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) Jucá e os senadores de oposição conseguiram fechar um acordo. Os
parlamentares concordaram que o relatório do peemedebista fosse apenas lido e
que a votação do texto, favorável à constitucionalidade da proposta, ficasse
para a reunião desta quarta-feira (28). Antes, porém, a oposição garantiu
amanhã (27) a realização de mais uma rodada de audiências públicas com
especialistas favoráveis e contrários ao texto. Entre os seis convidados que
estão na pauta está o juiz do Trabalho Marlos Melek e o procurador-geral do
Trabalho, Ronaldo Curado Fleury.
Também ficou
acertado que antes da votação do relatório de Jucá, na quarta-feira, todos os
votos em separado serão lidos entre 10h e 16h. O voto em separado é um voto
divergente ao do relator da matéria. Até a publicação desta reportagem, os
senadores Eduardo Braga (PMDB-AM) e Paulo Paim (PT-RS) já haviam apresentado
seus votos contrários à proposta. Entretanto, até o fim da discussão na CCJ
outros podem ser apresentados por membros da comissão.

