Cresce entre os políticos a expectativa de absolvição da
chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo em que o
PSDB pede a cassação da chapa eleita em 2014. O líder da minoria no Congresso
Nacional, deputado Afonso Florence (PT) afirmou que espera que a chapa não seja
cassada, “porque não há nada errado na prestação de contas da campanha, que foi
encabeçada pela presidenta Dilma Rousseff”.
“Pelo que eu tenho visto até hoje, vai se confirmando a percepção de que não
havia motivo para cassação da chapa. Isso não quer dizer de jeito nenhum,
porém, que Temer continue no governo. O que defendemos aqui é que as contas
estão dentro da legalidade. Foram auditadas pelo Supremo após serem aprovadas
no Tribunal de Contas da União (TCU). Esse processo se encerrou”.
O petista afirma que a oposição continuará pressionando pela saída de Temer se
a chapa for inocentada no TSE, usando como linhas de ataque a renúncia ou o
impeachment do presidente da República. “Sempre defendemos a renúncia. Nunca
apostamos na cassação via TSE. Lutamos pela PEC (proposta de emenda à
Constituição) por eleições diretas, com antecipação de mandato. Queremos
eleições gerais, com a tramitação mais célere possível. As condições de
governabilidade estão se reduzindo ainda mais, e muito rapidamente. Temos
muitos aliados migrando para oposição. Acho que Temer vai renunciar”, aposta o
deputado baiano.
Apesar de estar em lado oposto ao de Florence, o vice-líder do governo no
Congresso, deputado Benito Gama (PTB-BA), também aposta na absolvição da chapa.
“Acho que não há elementos para cassar a chapa”. Benito minimiza a
possibilidade de o PSDB deixar a base de Temer. “O PSDB não vai desembarcar do
governo, e se eles saírem, a gente continua. Eles não sairão como um todo. Se
sair, será pela metade. É um partido importante, mas o PSDB não vai parar o
país”, disse Benito. (Tribuna)

