Com o pior índice de popularidade desde o governo Sarney,
na década de 1980, o presidente Michel Temer decidiu, por ora, engavetar
medidas de ajuste fiscal, como o uso do FGTS para reduzir despesas com
seguro-desemprego, que vinha sendo estudada pelo Ministério do Planejamento.
Apesar das dificuldades em fechar as contas públicas, o Palácio do Planalto
quer focar em um pacote de bondades e lançar as medidas uma a uma, em atos
solenes, na tentativa de impor uma agenda positiva.
Ontem mesmo, a
Caixa informou que negocia empréstimos para estados e municípios, e o BNDES
lançou um programa que facilita o crédito para pequenas e médias empresas.
Na quinta-feira,
serão anunciadas 100 mil bolsas de estudo, dentro do Financiamento Estudantil
(Fies), apesar do alto índice de inadimplência do programa — em torno de 40%. O
Ministério da Educação informou que serão feitos ajustes no Fies para torná-lo
sustentável. Também estão na fila o reajuste de 4,6% no Bolsa Família, com 1
ponto percentual de ganho real (acima da inflação) na folha que começa a ser
paga no dia 18, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social. A medida vai
beneficiar 13,2 milhões de famílias. (O Globo)

