O presidente da Câmara do Deputados, Rodrigo Maia
(DEM-RJ), é alvo de dois inquéritos no Supremo tribunal Federal (STF) por causa
das colaborações premiadas de ex-executivos da empreiteira Odebrecht na
Operação Lava Jato, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo. Maia assumiria
por 30 dias em caso de saída do presidente Michel Temer (PMDB), até a
realização de novas eleições.
Em uma das investigações, os delatores da construtora afirmaram que foi feito
um repasse de R$ 350 mil em 2008 ao democrata, que teria afirmado que o valor
seria usado para financiar as campanhas eleitorais de candidatos do DEM do Rio
de Janeiro naquele ano. Na eleição seguinte, em 2010, a Odebrecht pagou mais R$
600 mil ao congressista, valor que serviria para abastecer a campanha do pai
dele, Cesar Maia. Maia também é acusado por ex-executivos da empresa em outra
apuração no STF.

