O deputado federal Davidson Magalhães, do PC do B, enviou
um esclarecimento sobre o dinheiro que recebeu da JBS para a campanha de 2014.
Basicamente são as mesmas alegações dos outros. Antes dele, o ex-deputado Geraldo Simões usaou os mesmos argumentos para
tentar justificar a doação da Odebrecht de R$ 200 mil, via caixa 2, na campanha
para a prefeitura de Itabuna.
Davidson alega que "a JBS realizou doações legais para campanhas
eleitorais, seguindo a legislação vigente. As doações estão declaradas no site
do TSE desde 2014, à disposição de qualquer cidadão que queira
consultá-las". Ele conclui dizendo que, "elas não são, portanto, caixa 2".
Porém, tanto o empresário Marcelo Odebrecht quanto Joesley Batista (da JBS) e
outros executivos confessaram que as doações legais foram, na verdade, propina
disfarçada.
O próprio STF decidiu, em uma ação contra Valdir Raupp, que as vultosas
doações "legais" de empresas para políticos não tem outro objetivo a
não ser comprar serviços futuros. Davidson também alega que não conhece, nem tem contato, com a JBS, seus
proprietários ou outros agentes da empresa. E que as doações foram feitas
legalmente ao diretório nacional do PCdoB, que repassou aos candidatos.
Da mesma forma, os empresários já explicaram que as doações eram feitas ao
diretório para despistar e que, na verdade, já eram feitas direcionadas a cada
candidato. A JBS deu dinheiro ilegal, no caixa 2, para 11 políticos da Bahia, segundo
o portal Transparência Política, da Fundação Getúlio Vargas. Davidson Magalhães
está na lista, ao lado dos comunistas Alice Portugal e Daniel Almeida. Do PP estão Roberto Britto e Mário Negromonte Jr., junto com Lídice da
Mata (PSB), Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima (PMDB); Cacá Leão, João
Carlos Bacelar e José Rocha (PR), Benito Gama (PTB) e Paulo Azi (DEM). (A Região)

