A Câmara de
Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) anunciou um reajuste de até 4,76%
no preço dos remédios. Com o anúncio, os distribuidores e varejistas de todo o
país devem repassar os novos preços ao consumidor já a partir desta segunda
(03). Apesar do aumento de quase 5%, a Associação da Indústria Farmacêutica de
Pesquisa (Interfarma) destaca que a média dos reajustes está abaixo da
inflação, bem como nos últimos 12 anos, com exceção de 2016. No ano passado, o
aumento foi considerável, de 12,5%, quase o dobro da inflação (6,29%).
O problema foi a
crise do setor, em consequência da recessão econômica, e o aumento de preços
dos insumos, dos transportes e de itens que são importados e acompanham a
variação do dólar. Ainda assim, entre 2005 e 2016, o crescimento percentual do
valor dos remédios foi até 77%, abaixo da variação de 103% do IPCA no mesmo
período.
O presidente da
Interfarma, Antônio Brito, explica que reajustes serão feitos em três áreas:
remédios produzidos em um mercado concentrado e produtos com média e alta
concorrência. Desta forma, o aumento de preços variará entre 1,63% e 5%, tendo
a média de 3,4%, diferente de outros anos, que tiveram um valor fixo.
"O reajuste não é totalmente aplicado, na prática, porque a concorrência
de mercado resulta em descontos expressivos nas vendas em farmácias. E existem
descontos obrigatórios para o governo, além de abatimentos negociados",
diz o presidente em nota oficial.
Em uma pesquisa
realizada pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Continuada (Ifepec),
foi constatado que a maioria dos consumidores (97%) prioriza o preço na hora da
compra de medicamentos. Os resultados ainda indicam que 45% trocam os produtos
de marcas caras por genéricos de menor preço.Para economizar, especialistas indicam
pesquisar entre estabelecimentos, laboratórios e verificar as opções de
genéricos. Vale também procurar as farmácias populares, que oferecem diversos
medicamentos gratuitamente mediante a apresentação da receita médica.

