Os funcionários do Abrigo São Francisco de Assis, de
Itabuna, protestaram e denunciaram o administrador Davi Guimarães nesta
segunda-feira, 17, quando iniciaram uma greve.
Com direito a gritos de “Fora, Davi!” o Sindicato dos Trabalhadores
em Saúde de Itabuna (Sintesi) acusa Davi de cortar benefícios que chegam a 30%
do total recebido como salário e de colocar em risco o cuidado dos idosos.
O Sintesi diz que Guimarães "retirou diversos
adicionais que compõem o salário dos trabalhadores, tais como triênio,
insalubridade e produtividade, que representa uma média redução de 30% dos
vencimentos integrais". "Além disso, sua relação com os funcionários é
desrespeitosa e grosseira”, diz a queixa ao MPT. "Ele vende patrimônio da
instituição e embolsa um alto percentual de comissão,” acusa.
O Sindicato afirma que “há uma politica que visa o lucro
financeiro, o que não coaduna com os valores da missão que o abrigo se propôs
ao longo de sua história”. O funcionário Solisvaldo Francisco, que é do sindicato,
comenta que o patrimônio do abrigo foi constituído por doações. “Portanto, deve
ter a obrigatória destinação social, sem que se possa ser auferido nenhum
lucro". Já existe uma queixa no Ministério Público do Trabalho. (A Região)
