Uma das inquietações de quem está prestes a se formar ou
acabou de pegar o diploma é conquistar um emprego. Entre as oportunidades está
o cargo de trainee, que capacita recém-formados para ocuparem cargos de
liderança ao final da experiência. No Brasil, são mais de 880 vagas abertas. Na
Bahia há postos com salário inicial de R$ 5,8 mil. No caso de seleção para
trainees, muitas organizações preferem não divulgar o número de vagas abertas
porque podem aproveitar o maior número possível de bons candidatos.
De acordo com Liliane
Rosa, especialista de recrutamento e seleção da Ambev, multinacional do
segmento de bebidas, na empresa “o programa permite que o contratado passe
desde o setor de cervejaria até o corporativo, para que ele conheça
diferentes estratégias e visões” aplicadas na organização.
Esse foi um dos fatores
que levaram Karina Nascimento, 26 anos, a abandonar um cargo público. “Eu
busquei uma empresa que me desse oportunidade de ter desafios. O trainee que
prestei é o que forma líderes para o mundo industrial da nossa cervejaria, mas
isso não significa que minha carreira está limitada”. Para conseguir a
vaga, Karina passou por um processo concorrido e criterioso. Currículo online,
prova de inglês e lógica, ‘business case’ e entrevista foram algumas das etapas
exigidas. “A seleção exige raciocínio rápido, trabalho em equipe, liderança e
muito brilho no olho”.
Desafio
Ana Varella, 30, entrou na Estácio, instituição de ensino superior,
como trainee, em 2011, após se graduar em Psicologia. Hoje, ocupa o cargo de
gerente da universidade corporativa e atribui o seu desenvolvimento na empresa
à possibilidade que teve durante o treinamento. “O programa te
proporciona o desafio de vivenciar toda a empresa e te dá suporte e capacitação
para que você desenvolva habilidades que, muitas vezes, nem sabia que tinha”,
diz. Um dos seus diferenciais, que costuma ser muito cobrado por recrutadores,
é que ela se identifica com a cultura da empresa. “A minha mãe é professora
universitária e eu sempre vivi nesse ambiente, então encontrei o programa
da Estácio que era o meu perfil”.
Por outro lado, a
oportunidade demandou a saída da zona de conforto e Ana, aos 24 anos, precisou
sair no interior de São Paulo para viver no Rio de Janeiro. E a questão da
mobilidade é outro fator determinante para os trainees, já que muitas empresas
preferem selecionar quem tem disponibilidade para mudar de cidade. (Correio 24horas)

