Em 2016, Itabuna direcionou 26,8% da receita orçamentária
(calculada em R$ 516 milhões) para a educação e 15,4% para saúde, acima do
exigido pela Constituição, de 25% e 15%, respectivamente. Foi uma
resposta ao atual prefeito, Fernando Gomes, que alardeou que nos últimos anos
Itabuna vinha aplicando menos que o exigido. Pelo contrário, o ex-prefeito Vane
foi elogiado pelo TCM várias vezes pelo investimento.
O
cumprimento dos limites constitucionais pelo prefeito Vane do Renascer foi
sustentado pelo ex-diretor contábil da Prefeitura, Antônio Carlos Jovita,
durante audiência pública na Comissão de Finanças da Cãmara na quarta, 22. Os gastos
com pessoal, segundo Jovita, consumiram 51,87% da Receita Corrente Líquida
(RCL), dentro do limite legal de 54%. Claudevane Leite recebeu o município com
incríveis 84% de gastos com pessoal.
Em
resposta ao verador Ronaldão, Jovita desmentiu outra mentira do prefeito.
"Vane não ficou devendo nenhum centavo de INSS”, apenas algumas dívidas
com o FGTS. A Júnior
Brandão, o ex-diretor esclareceu que o dinheiro da repatriação (R$ 4 milhões)
custeou três contratos (coleta do lixo, entre eles), mas Vane deixou "a
conta com saldo”, desmentindo mais uma mentira do atual prefeito.
Ao
analisar o investimento maior que o limite em saúde, Enderson Guinho questionou
se no ano passado já existia a crise no Hospital de Base alardeada pelo atual
prefeito, Fernando Gomes, que inclusive demitiu servidores. Jovita
esclareceu que não havia crise alguma e que foco de Gomes é enxugar o quadro.
No final da gestão passada, o ex-secretário de Saúde deixou R$ 10 milhões na
conta do setor. (A Região)
