Hoje se celebra
o dia internacional da mulher e o Bahia Econômica preparou uma reportagem
especial para mostrar como as mulheres estão se inserindo no mercado de trabalho,
tanto no estado quanto no cenário nacional.
Pesquisas
recentes ainda apontam uma diferença ente o número de mulheres que trabalham em
cargo de chefia e o número de homens. Da mesma forma que o salário recebido por
homens em cargo de chefia é maior que o da mulher ocupando o mesmo cargo.
Uma pesquisa
realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI),
em parceria com o Dieese, a Setre-BA e a Fundação Seade do Estado de São
Paulo, com apoio do MTE/FAT, apontou que as mulheres baianas não tem muito o
que comemorar no dia 8 março, dia mulher, nesse aspecto.
A taxa de
desemprego feminina cresceu de 20,5% para 26,0% em 2016, o que significa que o
desemprego entre as mulheres foi maior que entre os homens. A taxa de desemprego
masculina que passou de 17,0% para 22,4% em 2016.
O número de
postos de trabalho diminuiu para as mulheres da RMS, em 2016, mas, ao mesmo
tempo, aumentou o contingente delas na População Economicamente Ativa (PEA)
elevando o número de mulheres desempregadas, sendo que a taxa de desemprego
também cresceu.
O aumento da PEA
somado ao decréscimo da ocupação fez com que o contingente de mulheres
desempregadas se elevasse consideravelmente (31,1% ou 56 mil pessoas). Em
termos relativos, o aumento no desemprego foi um pouco menor que o observado
entre os homens, porém, em termos absolutos, os acréscimos foram equivalentes
(33,6% ou 55 mil).
Em entrevista
ao Bahia Econômica a
técnica de contabilidade, Teresa Lima, 54, explicou que no mercado baiano, o
fato dela ser negra e de origem humilde atrapalhou muito no início de sua
carreira profissional. “Eu tive muitas experiências ruins em empresas que na
hora das entrevistas prefiram ficar com pessoas com menos experiência que eu
por causa de questões que eles não sabiam explicar”.
A assessora de
imprensa do portal Lista Negra, Midiã Noelle Santana, eleita pelo site
feminista "Think Olga" como uma das Mulheres Inspiradoras de 2016
pela criação da página acredita que esse dia é marcado por lutas e conquistas
A professora de Português, Cláudia Silva, 58, conta que já teve alunos de
escolas particulares que duvidaram de sua capacidade pelo fato de ser negra.
"Eu tive que vencer muitas barreiras para ser funcionária pública como sou
hoje. Dei aula em escolas particulares onde era constantimente julgada, dentro
e fora das salas". Explica Cláudia
Histórias como a
de Dona Teresa e Midiã, são importantes para fazer com que a sociedade reflita e
imagine um futuro mais igual. Não só para mulheres negras, mas também, para
deficientes físicos, gays, altistas e tantos outros grupos excluídos da
sociedade.

