Membro da
força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador da República Diogo Castor de
Mattos declarou nesta quinta-feira (23) que "agentes políticos do PMDB no
Senado" foram beneficiários de parte dos US$ 40 milhões de propina que
teriam sido repassados pelos operadores do partido Jorge Luz e Bruno Luz – pai
e filho.
A dupla é alvo
de mandados de prisão da Operação Blackout, da 38 ª fase da Lava Jato, porque
tiveram uma ‘atuação de longa data’ no esquema de corrupção instalado na
Petrobras, segundo o procurador. "Há estimativas da Procuradoria-Geral da
República de que essas pessoas (Jorge e Bruno Luz) movimentaram em torno de US$
40 milhões em pagamentos indevidos. Os beneficiários eram diretores e gerentes
da Petrobrás e também pessoas com foro privilegiado, agentes políticos
relacionados ao PMDB. Há elementos que apontam que agentes políticos do Senado,
ainda na ativa, foram beneficiários de parte desses pagamentos", afirmou
ele.
A procuradoria
requisitou ao juiz Sérgio Moro a prisão dos lobistas Jorge e Bruno Luz por
identificar que eles deixaram o Brasil e que possuem dupla nacionalidade. Ambos
estão nos EUA e já tiveram seus nomes incluídos na difusão vermelha da
Interpol. Bruno Luz deixou o Brasil em agosto do ano passado e seu pai, em
janeiro deste ano. Eles são investigados por corrupção, lavagem de dinheiro e
evasão de divisas, ‘suspeitos de intermediar propina de forma profissional e
reiterada na diretoria Internacional da Petrobrás, com atuação também nas
diretorias de Serviço e Abastecimento da estatal’. (Metro1)

