O Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães era o único da
Bahia a fazer tratamento de varizes pelo SUS. Era, porque o serviço foi
suspenso pelo novo prefeito, Fernando Gomes, alegando falta de verbas. O entranho nisso tudo é que, até dezembro, o serviço era
feito sem problemas e as verbas sempre foram suficientes para ele. O prefeito
também decretou “estado de emergência” no hospital, o que permite comprar o que
quiser sem seguir a lei das licitações.
O HBLEM passou a oferecer o procedimento em setembro de 2016.
O tratamento dos pacientes com varizes pelo Sistema Único de Saúde era feito
com escleroterapia, tipo embolização com espuma. O procedimento era coordenado
por um especialista em angiologia. Ele beneficiou, logo no primeiro mês, 60 pessoas. A novidade
deste procedimento era que o paciente não precisava de internação. O
procedimento era feito no ambulatório do próprio hospital e logo depois ele era
liberado. Para ser atendido, o paciente passava por uma consulta com o
especialista, depois exames de ultrasonografia com Doppler Colorido de vasos. O
paciente tinha ainda três consultas subsequentes ao procedimento.
O médico Paulo Bicalho, que comandava a pasta da Saúde até
dezembro, explicava que o tratamento é mais rápido, o tempo de recuperação mais
curto e menos dolorido, porque não há necessidade da remoção da veia. Outra vantagem era que o procedimento exigia o mínimo de
repouso, em media dois dias, e o paciente podia retomar as atividades normais
logo depois de avaliação médica. Na cirurgia convencional o tempo de repouso
pode chegar a 15 dias e só pode ser feita num hospital. (A Região)

