O empresário Donald Trump
tornou-se presidente dos Estados Unidos, contra a expectativa das pesquisas de
intenção de voto que indicavam o contrário. Donald Trump teve co 276 dos
538 votos do Colégio Eleitoral em contagem parcial dos votos.
Hillary obteve 218 votos nessa contagem e, apesar
de aparecer com pequena vantagem nas pesquisas de intenção de voto, perdeu
Estados importantes, como a Flórida, Ohio e a Carolina do Norte.
O mercado financeiro deve reagir negativamente,
por conta das declarações de Trump em direção à uma política expansionista e a
promessa de que colocaria barreiras à entrada de produtos de outros países,
especialmente a China.
Mas, segundo o economista Armando Avena, que
previu a vitória de Trump em março deste ano, a prática republicana é o
inverso do discurso de Trump. “Tradicionalmente, os republicanos são menos
intervencionistas, assim o mais provável é que Trump deixe de lado os arroubos,
reveja os contratos multilaterais que eliminam barreiras entre grupos de vários
países, mas mantenha a política de não intervenção direta do Estado na
economia”, disse o economista.
Em relação ao Brasil, o impacto será pequeno, pelo
simples fato do nosso país e a América do Sul, com a possível exceção de
Venezuela e Cuba, não estão no radar político de Trump. Vale lembrar que Trump
é sócio de um hotel no Rio de Janeiro e licenciou sua marca para ser usada por
um complexo de edifícios na zona portuária da cidade.
Para a Bahia, há repercussões, pois os Estado
Unidos é um dos maiores parceiros comerciais do Estado e há empresas baianas,
como a Braskem, que atuam diretamente no mercado americano, mas os efeitos
serão pequenos, pelo menos por enquanto. Os Estados Unidos compram da
bahia pneus, manteiga de cacau, ferro silício, gasolinas e outros.

