Nesta
segunda-feira (7), o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos em
primeira instância da Operação Lava Jato, deferiu pedido para que o presidente
Michel Temer (PMDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sejam
testemunhas do deputado cassado Eduardo Cunha. A lista de testemunhas arroladas
pela defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados contém mais 20 nomes,
entre eles, outros condenados na operação, como o pecuarista José Carlos Bumlai
e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
A audiência de
oitiva das testemunhas de acusação está marcada para ter início no dia 18 de
novembro, em Curitiba, e o próprio Cunha foi arrolado para depor, juntamente
com Rafael de Castro da Silva, auditor da Petrobras. As testemunhas de defesa
serão ouvidas pela Justiça no dia 22 de novembro. De acordo com o despacho, o
ex-presidente Lula deve ser ouvido no prazo de 30 dias, por videoconferência.
Michel Temer poderá escolher se prefere ser ouvido em audiência ou por escrito.
A data destas oitivas ainda não foram divulgadas.(g1)

