Para quem experimentou os anos de Ditadura Militar, toda
eleição é considerada uma “Festa da Democracia”. Em Itabuna, município com
aproximadamente 220 mil habitantes, 150.221 estão aptos a comparecer às urnas
no dia 02 de outubro, para escolher o próximo prefeito e os vereadores. A
disputa é uma das mais acirradas dos últimos anos. Afinal, são nove postulantes
ao comando do Centro Administrativo Firmino Alves e 356 que tentam ocupar as 21
vagas na Câmara.
Dos nomes participantes da majoritária, três já se sentaram à
cadeira de prefeito. O candidato Fernando Gomes (Coligação Unidos por Itabuna),
ainda sem registro na Justiça Eleitoral, mas com recurso em trâmite, foi gestor
da cidade quatro vezes. O petista Geraldo Simões, que durante mais de 15 anos polarizou
eleições com Fernando, administrou o município em dois mandatos e concorre pela
coligação “Com a Força do Povo, Itabuna forte de novo”.
Já Capitão Azevedo (Coligação Humildade e Trabalho), cujo
registro está deferido com recurso, foi prefeito uma vez. Em 2008, foi
considerado a “zebra” do pleito, uma vez que começou como “lanterna” nas
pesquisas e acabou vencendo. Também há candidatos com experiência na Assembleia
Legislativa. Augusto Castro (Coligação É hora de cuidar de Itabuna) está no
segundo mandato como deputado estadual. Coronel Santana (Coligação Atitude e
Competência) foi parlamentar em uma oportunidade.
Outro candidato a prefeito com experiência como deputado é
Davidson Magalhães, da Coligação Melhor para Itabuna. Ele é suplente na Câmara
Federal pelo PCdoB, além de já ter sido vereador, secretário de Indústria e
Comércio e candidato a prefeito em Itabuna.
O médico Antônio Mangabeira, registrado na disputa como Dr.
Mangabeira, concorre pela primeira vez pelo PDT. A estimativa no Cartório
Eleitoral é que o resultado da votação saia em torno de 21 horas.
O P-Sol é representado pelo cantor e compositor Mister Cuca,
pela primeira vez numa disputa política. O PSTU, pelo professor Zé Roberto.
Ambos assumem a postura de franco-atirador, metralhando com palavras nos vários
debates realizados ao longo da campanha. (Diário Bahia)
Elemento
de surpresa
Entre as surpresas da campanha, a volta de Fernando Gomes,
que anos atrás disse não desejar mais ser candidato a prefeito de Itabuna. Ele
havia se mudado para Vitória da Conquista e encorajou-se a voltar à disputa
diante dos altos índices de reprovação popular do prefeito Claudevane Leite
(Vane). Outra figura que pode ser incluída entre as surpresas do
pleito é o ex-prefeito Geraldo Simões, devido à baixa pontuação em sondagens de
intenção de votos. Por duas vezes (2008 e 2012), ele indicou a esposa, Juçara
Feitosa, para ser candidata a prefeita. Agora, após dois mandatos como deputado
federal, resolveu “brigar” novamente pela prefeitura de Itabuna.
É possível atribuir a desistência do prefeito Vane de
concorrer à reeleição como um elemento que contribuiu para antecipar a campanha
eleitoral em Itabuna, cidade sempre efervescente nas discussões políticas. O
gestor disse que não desejava ser candidato, porque não iria gastar dinheiro da
prefeitura em campanha. Na prática, porém, a administração dele não ganhou a
simpatia da comunidade e alguns setores o acusaram de ser sem comando.
Ausências
na eleição
Entre as ausências sentidas na eleição, o nome de Pedro
Eliodório, que foi duas vezes candidato a prefeito pelo PCB e optou, desta vez,
por pleitear uma vaga de vereador pelo PT. Ele também era o chamado
franco-atirador nos debates. Foi notada, ainda, a falta de Zem Costa, que foi candidato em
2012 pelo P-Sol. Ele tinha o nome sempre lembrado na fase de pré-candidatura,
mas optou por não participar do pleito, porque seu partido não apresentou em
tempo hábil a prestação de contas do pleito de 2014, quando foi candidato a
deputado estadual. Como é funcionário público estadual e precisaria se
desincompatibilizar, preferiu adiar a candidatura. O Diário Bahia realizou entrevistas temáticas com os
candidatos, onde alguns deles apresentaram propostas para saúde e educação.

