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TRANSFERÊNCIA DO SANEAMENTO PARA A EMBASA PODE DEMORAR


Depende da boa vontade dos vereadores, envolvidos com a campanha para a reeleição. Os que não forem eleitos também podem não se interessar em agilizar o projeto. O prefeito Claudevane Leite já enviou à Câmara de Itabuna o documento para aprovação. Depois da transferência dos serviços da municipal Emasa para a Embasa, o Governo do Estado se comprometeu a investir cerca de R$ 230 milhões em esgotamento sanitário. O valor é o estimado como necessário para ampliar a coleta e o tratamento de esgoto. O presidente da empresa, Rogério Cedraz, não informou o prazo para concluir estes investimentos. Dados da Emasa revelam que pouco mais de 70% do esgoto produzido em Itabuna é coletado e apenas 13% recebe algum tratamento. O restante é lançado diretamente no Rio Cachoeira. 

O governador Rui Costa pediu aos vereadores que votem a proposta de convênio o mais rápido possível. O presidente da Câmara, Aldenes Meira, disse que o projeto começaria a tramitar assim que fosse enviado pelo município. Aldenes disse que a rapidez na votação dependerá do Plano de Saneamento Básico. O documento já foi apreciado em audiências públicas e referendado pelo Ministério Público Estadual, faltando a resposta do Ministério Público Federal. O plano pode ser sancionado por decreto, sem passar pela Câmara, mas teria caráter provisório. Ao Jornal das Sete, da Morena FM, o prefeito informou que ainda não decidiu se o PSB, necessário para garantir que a Embasa assuma o serviço, será apreciado pela Câmara ou entrará em vigor por decreto. 
      
O termo de cooperação foi assinado na quarta-feira pelo prefeito, o governador Rui Costa e o presidente da Embasa, Rogério Cedraz. Pela proposta, a empresa estadual deve investir, no curto prazo, cerca de R$ 30 milhões. Este dinheiro será usado para regularizar o abastecimento de água. A cerimônia de assinatura do termo de cooperação foi acompanhada pelo promotor público estadual Patrick Pires, que considera a transferência para a Embasa a melhor solução. O Estado se comprometeu a regularizar o abastecimento de água em 120 dias após a assinatura do convênio. Segundo o governador Rui Costa, o estado investirá em abertura de mais poços artesianos para garantir água à população. (jornal A Região)