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Ministério da Saúde informou, nesta terça-feira (20), que pretende reduzir em
35% a participação de médicos cubanos no Mais Médicos em três anos. A meta do
governo federal é que a quantidade de médicos da ilha caribenha atuando no
programa passe de 11,4 mil para 7,4 mil nesse período. Só em 2017, o ministério
pretende preencher 2 mil vagas por profissionais brasileiros.
“Agradecemos a
disponibilidade dos cubanos em estar nos apoiando mesmo sabendo que nosso
objetivo não é manter ‘ad aeternum’ essa cooperação”, afirmou o ministro
Ricardo Barros.
Segundo ele, a
vinda dos profissionais cubanos correspondia, desde o princípio, a uma política
temporária de saúde, e que a prioridade é contratar profissionais brasileiros.
Caso as vagas não sejam preenchidas pelos brasileiros, porém, o programa
continuará contratando médicos cubanos. Barros afirmou
que a substituição de médicos cubanos por brasileiros não deve gerar gastos
adicionais para o governo porque o valor pago para a Organização Pan-americana
da Saúde (Opas), responsável pelo convênio com Cuba, é o mesmo que será pago
aos médicos brasileiros. O convênio com a Opas deve perdurar por mais seis anos
pelo menos, segundo o ministro.
Ao todo, existem
11.429 médicos cubanos atuando no Brasil. O número corresponde a 62,6% dos
18.240 médicos participantes no programa Mais Médicos. O índice de
profissionais com registro médico brasileiro é de apenas 29%. Leia AQUI

