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GOVERNO E PROFESSORES DE UNIVERSIDADES TÊM ENCONTRO HOJE


O governo baiano e representantes das associações das universidades estaduais têm reunião, nesta segunda (11), às 10h, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O encontro ocorrerá na Secretaria de Relações Institucionais. O governo busca evitar a greve de docentes anunciada para a quarta (13) e, para isso, convidou as associações docentes.

Na semana passada, o governador Rui Costa disse que o estado ampliou recursos destinados às universidades (Uesb, Uesc, Uefs e Uneb) e, de acordo com nota, autorizou reivindicações como progressões e promoções previstas para maio. Para isso, a Secretaria de Administração baseou-se no cronograma enviado pelas universidades. O governo também anunciou estar “elaborando a minuta do projeto de alteração do quadro de vagas do magistério”.

O governo também reafirmou ter aumentado o orçamento das universidades em 10,3%, atingindo R$ 1.126.500.000,00 em 2015. Os professores entraram em greve por mais verbas para as instituições superiores. A principal pauta é o aumento do orçamento para as universidades, elevando-a de 5,1% para 7% das Receitas Líquidas de Impostos (RLI). (Pimenta)

Entenda sobre o acréscimo de 10% que o governo anunciou em nota pública:

O governo tem escondido a realidade entre os números. Ele aumenta o orçamento total das Instituiçãos, com a prerrogativa de que as Universidades retirem verbas da rubrica de Despesa de Investimento para garantir o pagamento com a Despesa com o Pessoal. Na UESC, essa realidade em número refere-se a R$ 15.268.800,00 em 2014, diminuindo para 12.714.000,00, em 2015. Dessa forma, as condições de trabalho são descaradamente precarizadas, já que, despesas como: energia elétrica, material de limpeza e escritório, aquisição de passagem para apresentação de trabalhos, transporte para aulas de campo, compra de livros equipamento de laboratório, etc) sofrem absurdos cortes.

Repare em um fragmento da nota publicada pelo Fórum das ADs: “A denúncia feita pelo Fórum das ADs, refere-se aos cortes em manutenção e finalística de custeio, verbas que devem garantir as atividades de ensino, pesquisa e extensão. São nesses setores, ligados ao cotidiano da universidade, que o corte ultrapassa R$ 19 milhões nos últimos dois anos. Desafiamos o governo a desmentir esses números. Por trás dos números absolutos utilizados pelo governo do PT para enganar a sociedade, está o crescimento das universidades”. É justamete por esse crescimento, que mais do que nunca, afirmamos a necessidade do aumento no orçamento de 2015 das Universidades Estaduais da Bahia.