A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou na última sexta-feira (27/2), o reajuste dos preços das bandeiras tarifárias, que colocam um acréscimo mensal no valor das contas de luz sempre que a energia gerada no País fica mais cara. A medida aprovada transfere dos reajustes tarifários para o regime de bandeiras os custos do sistema com o chamado risco hidrológico e outros gastos. O valor da bandeira vermelha aumentará dos atuais R$ 3 para R$ 5,50 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos no mês, o que significa um reajuste de mais de 83%. Para a bandeira amarela, a cobrança adicional deverá subir de R$ 1,50 para R$ 2,50 por 100 kWh. Os novos valores entram em vigor no dia 1º de março e as empresas deverão realizar campanhas publicitárias sobre o regime. Segundo a Aneel, para o próximo mês, a bandeira tarifária em todo o País será vermelha. Com a mudança aprovada, uma conta de R$ 65,20, que atualmente sobe para R$ 70,09 na bandeira vermelha, chegará a R$ 74,15 com o novo aumento, quase R$ 9 a mais. Na bandeira amarela, essa mesma conta de R$ 65,20 subiria hoje para R$ 67,65 considerando o preço atual, mas chegará a R$ 69,27 com a alteração. Outra mudança no regime é a uniformização das bandeiras em todo o território nacional a cada mês. Até então, cada região poderia ter uma bandeira própria, embora desde agosto do ano passado todas as regiões se mantenham no indicativo vermelho.

