O
procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, entrou hoje no Supremo Tribunal
Federal (STF) com novo recurso pedindo a prisão do senador Aécio Neves
(PSDB-MG) com base nas delações premiadas de executivos do Grupo J&F. Janot
pretende anular decisão anterior do ministro Marco Aurélio Mello, relator de
dois inquéritos contra o tucano abertos a partir da delação, que negou outro
pedido de prisão e determinou o retorno do parlamentar, no mês passado, às
atividades no Senado. É o terceiro pedido sucessivo feito pela procuradoria
para prender o senador. Dois foram rejeitados desde a homologação da delação
premiada da JBS. A questão será analisada pela Primeira Turma da Corte,
composta dos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto
Barroso, além de Marco Aurélio. No mês passado, o ministro manteve decisão anterior
de negar o pedido de prisão preventiva de Aécio Neves, mas proibiu o senador de
deixar o país e de fazer contato com outros investigados ou réus no processo.
Antes da decisão de Marco Aurélio, Aécio estava afastado da atividade
parlamentar por uma decisão do antigo relator do caso, ministro Edson Fachin. O
tucano foi gravado pelo empresário Joesley Batista, dono do Grupo J&F, em
uma conversa em que pediu ao delator 2 milhões de reais para pagar despesas com
sua defesa na Operação Lava Jato. À época, a defesa de Aécio comemorou a
decisão de Marco Aurélio Mello e o senador disse que sempre acreditou na
Justiça e que seguiria “no exercício do mandato que me foi conferido por mais
de 7 milhões de mineiros, com a seriedade e a determinação que jamais me faltaram
em 32 anos de vida pública”. (Agência Brasil)

