Com movimento
anual médio de R$ 9,5 bilhões, o setor de distribuição atacadista da Bahia já
sente a queda nas vendas no estado de produtos dos frigoríficos citados nas
investigações da Operação Carne Fraca. “Estamos avaliando os percentuais, mas
já dá para antecipar nesses primeiros dias que sucederam a divulgação da
operação pela Polícia Federal que há uma desaceleração do consumo, e grande”,
afirmou na quinta-feira, 23, em visita ao Grupo A Tarde, o presidente da
Associação dos Agentes de Distribuição da Bahia (Asdab), Antônio Cabral Filho.
A entidade
chegou a divulgar nota de repúdio “à forma exageradamente midiática”, como
frisou Cabral Filho, da divulgação das investigações de corrupção e demais
irregularidades na produção dos grandes frigoríficos de atuação nacional,
afetando também toda a cadeia produtiva da distribuição. O lado positivo,
segundo a entidade, é que o mercado agora abre brecha também para os pequenos e
médios fornecedores do estado, que, antes, sofriam com a concorrência das
empresas citadas na operação.
“Muitas vezes,
grandes empresas, em geral de outros estados, encontram facilidades tributárias
para explorar o mercado baiano, mesmo quando podemos oferecer produtos de
melhor qualidade junto a fornecedores baianos de menor porte”, ressalta o
presidente da Asdab, que já se tornou conhecido no setor por exigir da Fazenda
estadual mecanismos que promovam uma maior proteção da atuação das empresas
locais.

