Enoch Andrade, Wellington Novais, Lucival Bomfim, Jamil
Ocké e Kácio Brandão presos na operação Citrus deflagrada pela 8ª promotoria de
Justiça de Ilhéus que foram levados para o Presidio Ariston Cardoso tiveram as
cabeças raspadas, assim que ingressaram na unidade prisional. Essa não é uma
regra da SEAP-BA (Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização
da Bahia).
Informações chegadas a redação de O Tabuleiro dão conta
de que a ordem partiu do diretor da unidade, Major Rebouças. No Ariston
Cardoso nem todos os internos passam por esse procedimento. "Quando os
presos chegaram aqui, a gente ficou meio sem saber o que fazer, se raspávamos
ou não. Até que um colega pediu que ligássemos para o diretor e aí, a ordem
veio dele", disse uma fonte que não quis se identificar.
A Operação Citrus apura fraudes em licitações na
Prefeitura e na Câmara de vereadores de Ilhéus. Os desvios em dinheiro segundo
o Ministério Público são estimados em 20 milhões de reais. (O Tabuleiro)

