A dançarina baiana Carla Sueli Silva Freitas é uma das
três brasileiras presas pela polícia italiana, acusadas de tráfico de pessoas e
favorecimento à prostituição. Carla Minhoca, como é conhecida, já atuou como
bailarina do cantor Silvanno Salles e de bandas de pagode como o Fantasmão. A prisão dela e das outras suspeitas ocorreu durante o
cumprimento de um mandado emitido pela justiça brasileira em caráter
internacional. Através do Serviço de Cooperação Internacional da Polícia, as
autoridades brasileiras informaram ao governo italiano sobre a atuação de um
grupo com sede em Fortaleza (CE), que agia na Itália e na Eslovênia.
Segundo as investigações, a quadrilha agia no Brasil desde
2010 e levou mais de 150 mulheres para se prostituir na Europa. A rede
criminosa é composta por aliciadores, responsáveis pelo recrutamento,
transporte, viagens para o exterior, acolhimento, alojamento e exploração sexual
de vítimas (mulheres) nos países de destino.
No Brasil, foram emitidos mandados contra 13 pessoas. Na
Itália, esses mandados foram cumpridos pelas equipes de polícia de Brescia –
onde Carla chegou a vencer o concurso Miss Bumbum local -, Milão e Gorizia,
contra as suspeitas de integrar o grupo. O advogado de Carla e das outras duas
brasileiras informou ao programa Fantástico, da TV Globo, que elas não
comentariam o caso.
A Operação Marguerita envolveu 92 policiais federais e visava
cumprir 13 mandados de busca e apreensão, 13 mandados de prisão preventiva, 2
mandados de prisão temporária e 18 mandados de condução coercitiva, todos
expedidos pela 32ª Vara da Justiça Federal no Ceará.
Em um condomínio à beira-mar, em Fortaleza, a polícia prendeu
o esloveno Vito Camerník. Outro esloveno, Tíne Mótoh, também foi detido na
capital cearense. Foram presos ainda três italianos: Marco Paolo Villa, Flávio
Frúgis e Pasquale Ferrante, além de outros brasileiros. (Correio da Bahia)

