A manhã desta
sexta-feira (11) é marcada por manifestações contra a proposta de emenda
constitucional (PEC) 241, que limita os gastos públicos, em pelo menos seis
estados e no Distrito Federal. Motoristas de empresas de ônibus paralisaram
suas atividades, e manifestantes fecharam avenidas e estradas. Na Bahia, por
exemplo, bancários e professores também aderiram. Na Bahia on ôniibus estão
parados e o Sindicato dos Bancários da Bahia anunciou que a categoria também
irá aderir à paralisação. Por conta disso, as agências ficarão com as portas
fechadas até as 12h. O professores estaduais anunciaram que também irão aderir
à paralisação nacional nesta sexta-feira, entretanto a categoria ainda não
informou quando as aulas serão repostas. Os docentes municipais também irão
aderir à paralisação. Eles anunciaram que a reposição das aulas vai acontecer
no dia 19 de novembro.
No Distrito
Federal: Motoristas de ônibus e professores do Distrito Federal paralisaram as
atividades nesta sexta-feira (11). A previsão é de que o protesto dos
rodoviários, iniciado às 4h, termine às 9h. Já os estudantes da rede pública
devem ficar sem aulas até segunda-feira (14). Em Pernambuco manifestantes
bloqueiam ruas e avenidas no Centro do Recife. O movimento complica ainda mais
a mobilidade dos moradores da Região Metropolitana. Desde as 4h, motoristas de
ônibus cruzaram os braços. A mobilização, que segue até as 8h, tem como
objetivo chamar a atenção para a onda de assaltos contra os veículos de
transporte público.
No Rio Grande do
Sul entidades públicas e privadas de diversos setores se articularam para uma
série de manifestações nesta sexta-feira. Logo cedo pela manhã sindicalistas
fizeram um piquete em frente à Carris, que é a empresa pública de transporte
coletivo de Porto Alegre, na tentiva de impedir a saída dos coletivos. A
Brigada Militar, no entanto, reagiu com bombas de efeito moral, e possibilitou
a saída dos veículos. Situação semelhante foi verificada em frente a outras
empresas que prestam serviço de transporte coletivo em Porto Alegre. No Rio
Grande do Norte os ônibus não saíram das garagens de Natal e região
metropolitana na manhã desta sexta. Os veículos só devem começar a rodar por
volta das 8h. Os rodoviários protestam contra a PEC 55 (antiga 241), que limita
os gastos públicos por pelo menos 20 anos, contra a reforma previdenciária,
entre outros.
Em Santa
Catarina: Cerca de 600 ônibus que fazem o transporte coletivo na Grande
Florianópolis, permanecem nas garagens desde as 5h desta sexta-feira (11). Os
3,5 mil trabalhadores das nove empresas do setor na região aderiram à
paralisação nacional contra o que entendem como a retirada de direitos.
Conforme a prefeitura da capital, 280 mil pessoas devem ser afetadas pela
paralisação.
Em São Paulo
foram bloqueadas as rodovias Anchieta, Dutra, Régis Bittencourt e a
Avenida João Dias. A Anchieta foi totalmente bloqueada no km 23, em São
Bernardo do Campo, no sentido capital paulista, por volta das 6h30.
Manifestantes colocaram fogo em pneus para impedir a passagem dos motoristas. O
mesmo aconteceu na Avenida João Dias, na Zona Sul de São Paulo, no mesmo
horário. O bloqueio ocorreu perto do terminal de ônibus João Dias. Empresas de
ônibus de Guarulhos também paralisaram as operações nesta manhã.
No interior do
estado, motoristas de ônibus urbano, intermunicipal, rodoviário e de fretamento
de Sorocaba e mais 42 municípios da região também paralisaram as atividades. O
protesto começou por volta das 0h e deve durar até 12h.

