A Comissão de Ética Pública da Presidência se reúne nesta
segunda-feira para decidir se a denúncia feita pelo ex- Ministro Marcelo Calero
contra o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB) deve ser
investigada. Em caso positivo, será aberto um processo, em que os dois serão ouvidos, provas
serão coletadas e poderá haver acareação. O presidente da Comissão, Mauro
Menezes, disse na imprensa que uma das principais atribuições da comissão é
discernir o que é privado e o que é público.
Geddel deu várias entrevistas ao longo do fim-de- semana, seguindo orientação
do presidente Michel Temer que pediu que ele desse várias entrevistas, expondo,
"com tranquilidade", sua versão dos fatos. O ministro disse nas
entrevistas que efetivamente comprou o apartamento no Edifício La Vue, na
Ladeira da Barra, mas negou a pressão sobre Calero e disse que era mentira que
teria ameaçado de pedir a demissão da presidente do Iphan, Kátia Bogéa, a
Temer. Mas, segundo o jornal Valor Econômico, Temer já começou a sofrer pressão de um
grupo de auxiliares que recomendaram o afastamento de Geddel, antes que a crise
contamine o governo. Na Câmara dos Deputados, o deputado Jorge Solla, do PT da
Bahia, vai apresentar requerimento para que Marcelo Calero preste esclarecimentos
à Comissão de Fiscalização e Controle sobre suas denúncias.
No fim de Semana, o presidente Michel Temer se recusou a responder se
considerou normal a atitude do ministro Geddel Vieira Lima de ter tratado na
esfera governamental da liberação de um empreendimento imobiliário no qual
detém apartamento.

