Fernando Gomes é um prodígio. Quase octogenário, de fala
ininteligível e indeferido pela justiça eleitoral, ele conseguiu ser o mais
votado entre os nove candidatos à Prefeitura de Itabuna. É preciso reconhecer,
o homem é um fenômeno, que só perdeu eleição em Itabuna quando todos os
adversários se uniram em um “power-bazuca” contra ele. Hoje, com a tal “marreta
do 25”, Cuma esmagou a concorrência e agora deve estar dando boas gargalhadas,
como menino curtindo sua última travessura.
Eleito, Fernando não leva, o que foi antecipado pelos
adversários e especialistas em direito eleitoral. Contra estes, o candidato do
DEM aplicou a pecha de mentirosos e seguiu em frente, convencendo seu
eleitorado fiel de que era ele quem falava a verdade. Só agora a torcida do FG
Futebol Clube começa a perceber quem é o mentiroso, mas a ficha caiu tarde
demais.
Fernando usou a mesma receita utilizada por ele em 2004,
quando sofreu impugnação e se transformou em vítima, acusando o petista Geraldo
Simões de tentar vencê-lo no “tapetão”. Vestiu mais uma vez o disfarce de
injustiçado, do homem que é atacado porque “só faz o bem às pessoas”.
A torcida do FG Futebol Clube aceitou docilmente o argumento
fernandista, sem nem por um segundo pensar que o piloto do tapetão dessa vez
era o próprio candidato do DEM. Foi ele quem utilizou recursos protelatórios
para se manter em uma disputa da qual não poderia fazer parte.
Fernando Gomes tem condenações no Tribunal de Contas da União
e no Tribunal de Contas do Estado que o tornaram inelegível. Segundo
especialistas, a situação jurídica que tornou o ex-prefeito ficha suja é
praticamente irreversível e seus recursos na seara eleitoral são meramente
protelatórios. Isso foi exaustivamente repetido durante a campanha, mas muitos
não entenderam.
Hoje, enquanto muitos municípios já sabem quem os governará a
partir de 1º de janeiro, Itabuna dá um salto no escuro e torce para que o
próximo presidente da Câmara de Vereadores seja alguém à altura de assumir o
governo como prefeito-tampão. Cuma passou a campanha cantando “Foram me chamar,
eu estou aqui o que é que há?”. O que há é uma grande confusão, com um pleito
que termina sem que a cidade saiba quem irá governá-la a partir do dia 1º de
janeiro. (Blog Pimenta)

