O governo espera manter a mesma margem de votos que teve na aprovação em
primeiro turno da proposta de emenda à Constituição que limita os gastos públicos, ou até
ampliá-la, na votação marcada para esta terça-feira (25) na Câmara dos
Deputados. Ao participar de um coquetel na casa do presidente da Câmara,
Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente Michel Temer passou cumprimentando individualmente
os deputados presentes, em busca de manter apoio à medida.
Diferentemente do jantar que Temer organizou há três
semanas, antes de conseguir ver a matéria aprovada por 366 deputados, o
encontro desta noite de segunda (24) foi menos protocolar e não houve um
discurso formal feito pelo presidente. Para Osmar Terra, ministro do
Desenvolvimento Social e Agrário, o evento foi mais uma “confraternização” e,
em sua avaliação, a base do governo “está pronta” para aprovar a medida.
Segundo ele, a margem de votos pode até ser ampliada.
O líder do PSD, deputado Rogério Rosso (DF), disse que a
demonstração de força foi dada na primeira aprovação e a expectativa com a
adesão deve ser apenas com base no número mínimo necessário. “A quantidade de
votos acima de 308 pra mim é a cereja do bolo. Se tiver 350, 360, ótimo. 366,
excepcional”, disse.
Além dos cerca de 250 deputados, oito ministros
participaram do coquetel, onde foi servido salgadinhos, suco, refrigerante e
caldo. “Foi uma concentração, como se diz na gíria futebolística, para se
preparar para o jogo principal de amanhã”, avaliou o deputado Vanderlei Macris
(PSDB-SP). (Agência Brasil)

