Os advogados do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram nesta segunda-feira, 10,
duas ações pedindo o afastamento de 13 procuradores do Ministério Público
Federal envolvidos na força-tarefa da Operação Lava Jato e a retirada do juiz
Sérgio Moro como magistrado responsável por julgar a denúncia contra o petista
e sua esposa, Marisa Letícia da Silva, réus na operação pelo caso do tríplex do
Guarujá. Os pedidos serão analisados e, se negados, caberá recursos em
instâncias superiores.
Segundo o
advogado Cristiano Zanin Martins, a coletiva concedida pela equipe coordenada
pelo procurador Deltan Dallagnol no dia 14 de setembro foi feita baseada em um
"espetáculo" e usou dinheiro público para apresentar assuntos que
sequer eram objetos da denúncia. "Não há dúvida que os procuradores, ao
fazerem a entrevista coletiva, não respeitaram as garantias fundamental do
ex-presidente Lula e Dona Marisa e fizeram por consequência uma exposição
indevida da imagem, honra e reputação dos dois", disse Martins, durante
coletiva de imprensa em São Paulo para comentar a defesa do petista.
A cerca do
pedido de suspeição de Sérgio Moro no julgamento, a defesa alega que o
magistrado perdeu a imparcialidade para o processo em relação a Lula e seus
familiares. A condução coercitiva de Lula no dia 4 de março, a interceptação
telefônica, a divulgação de conversas do petista e a participação de Moro em
eventos com grupos políticos contrários a Lula são argumentações usadas pelos
advogados para defender a retirada de Moro do julgamento. "Não cabe a um
juiz participar de eventos políticos com pessoas que claramente antagonizam em
um plano político adverso (a Lula)", comentou Martins. (Estadão)

