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DEBATE NA CABRÁLIA É MARCADO POR PROVOCAÇÕES E POUCAS PROPOSTAS


O debate da TV Cabrália/Record varou a madrugada com os candidatos no ataque e pouca discussão de propostas para os próximos quatro anos. Mediado pelo jornalista Sylvestre Serrano, o confronto começou às 22h45min, com primeiro bloco de temas livres e perguntas de candidato para candidato. A temperatura ficou elevada quando Davidson Magalhães (PCdoB) escolheu o tema saúde para questionar Fernando Gomes (DEM). Davidson disse que Fernando divulgava suas realizações, mas esquecia o período 2005-2008, quando, reforçou, o Hospital de Base ficou conhecido como “Hospital da Morte”, com 92 óbitos por mês. “Foi um descalabro na saúde itabunense. Por isso que ele não se refere a esse período”, provocou. Fernando saiu pela tangente. “[Jaques] Wagner foi quem tirou a [Gestão] Plena de Itabuna”, esquivou-se. Na sequência do debate, Fernando optou por fazer pergunta a Geraldo Simões (PT), escolhendo como tema as obras do Centro de Convenções, paralisadas. “Precisa o senhor entender que a obra parou no Governo Paulo Souto”, disse Geraldo, acrescentando mais tarde que o candidato democrata disse, numa entrevista ao Diário Bahia, que este teria sido o motivo de rompimento político com Souto em 2010, quando optou apoiar Geddel Vieira Lima (PMDB) na disputa pelo Governo da Bahia. Para tentar desestabilizar Geraldo, Fernando se referia ao ex-prefeito como “nervoso” e “mentiroso”.

“PRIMEIRAMENTE, FORA, TEMER E TODOS ELES”
As provocações permearam todo o debate. Zé Roberto (PSTU) se destacou por frases fortes. Iniciou sua participação com um “Primeiramente, Fora, Temer. Fora todos eles”. E emendou: “três (dos candidatos) já passaram por aqui (como prefeito) e agora se apresentam como Salvadores da Pátria”. Chamou Geraldo Simões de “Cacau”, por este figurar numa suposta lista da Construtura Odebrecht. O candidato do PT ganhou direito de resposta no bloco seguinte para afirmar que nunca recebeu doações nem trabalhou com a empreiteira. Um dos pontos mais tensos do debate foi quando Zé Roberto disse em réplica a Fernando que ele deveria estar preso. O democrata disse que merecia respeito e se estava ali, como candidato, é porque havia permissão da justiça eleitoral. Zé Roberto ouviu que será processado ao afirmar ter sido Davidson e o PCdoB responsáveis pela indicação de dois ex-dirigentes da Emasa, hoje presos por irregularidades na empresa. “Sei que você está muito nervoso. Vai ser processado. Eu não indiquei ninguém para Emasa”, retrucou o candidato do PCdoB.

SANTANA APERTA AUGUSTO E AZEVEDO
O confronto também teve momentos de tensão entre Coronel Santana (PTN) com Capitão Azevedo (PTB) e Augusto Castro (PSDB). Ainda no primeiro bloco, Santana perguntou a Azevedo sobre os 13 processos aos quais responde por improbidade administrativa. “Tenho as mãos limpas. Em nenhum (dos processos) eu tive condenação”. Santana provocou mais ao citar que dois dos processos têm ordem de bloqueio de bens de Azevedo, no valor de R$ 27 milhões. “É difícil você achar que é inocente. Veja quantos secretários seus ficaram ricos na sua gestão”. Santana, ainda no mesmo bloco, apertou outro candidato, Augusto Castro (PSDB), ao falar da declaração de patrimônio do tucano. Baseando-se nas declarações feitas em 2010, 2014 e 2016, Santana perguntou como Augusto, que declarou patrimônio de mais de R$ 4 milhões em 2010 e caiu para “R$ 600 mil” em 2016 quer administrar uma cidade com orçamento de R$ 500 milhões. Augusto disse fazer declaração conjugada com a esposa em anos anteriores e agora preferiu desmembrar a declaração. “Fico muito tranquilo”, disse ele. “Declaro tudo que ganho, anualmente”.

“EXÉRCITO DE CANUDOS SEM EMPREGO”
Novato na disputa, Antônio Mangabeira (PDT) também foi alvo. Castro questionou como ele pretende governar Itabuna sem alianças políticas. Mangabeira disse que reivindicará recursos aos governos estadual e federal. “Não vou solicitar para mim. Vou solicitar para Itabuna”. O médico também se viu apertado pelo ex-prefeito Capitão Azevedo, que o acusou de não liberar “campo de luxo” para os “meninos” do Jorge Amado nem água de sua represa para os moradores do bairro durante a falta de água no município. O campo e a represa estão localizados em uma propriedade de Mangabeira, segundo Azevedo. Mister Cuca (PSOL) também conseguiu se destacar com frases de efeito. Disse que Itabuna tem “exército de canudos sem emprego” e retrucar Davidson e Geraldo afirmando que “ninguém bebe gás”. Canudo era referência à grande quantidade de universitários formados e sem emprego. Criticou Geraldo e Davidson por estes citarem o gasoduto de Itabuna. (Blog Pimenta)