Nenhum partido com alguma expressão descarta de plano a possibilidade de disputar uma eleição. E não seria o PT que o faria.
A nota produzida pelo diretório da legenda em Itabuna, a pretexto de comemorar os 35 anos de fundação do PT, deixa claro que o partido estará entre os protagonistas da sucessão do prefeito Claudevane Leite, do PRB. A dúvida agora é o nome petista a ser lançado.
O ex-prefeito Geraldo Simões pede preferência, apesar do enfraquecimento produzido não apenas pela última derrota eleitoral, mas pela desidratação sofrida desde 2008, quando lançou pela primeira vez o nome de sua esposa, Juçara Feitosa, na briga pelo poder municipal. O atual prefeito é cortejado pela ala petista ligada ao secretário de Relações Institucionais do Estado, Josias Gomes. Se entrar no PT, do qual já fez parte, Claudevane será o candidato e obrigará Geraldo a buscar abrigo em outro ninho ou a retirar-se do octógono, o que é improvável.
Aparentemente, as opções se restringem aos dois nomes, mas o fato é que o PT está na peleja e usa o argumento de que o partido não pode deixar de apresentar à sociedade uma alternativa ao atual governo. Se Claudevane for o nome escolhido, a tese da alternativa terá que dar lugar a outro argumento.

